sexta-feira, 29 de agosto de 2008

A Casa das Rosas...

... me deu um sorriso e me fez um convite tentador. Sinceramente, o sorriso era mais tentador do que o convite, mas como o convite me valia outro sorriso resolvi aceitar. Eu estava nas Clínicas quando entrei no metrô. Junto comigo alguém lia Os pensadores.


Entre Clínicas e Consolação os tais pensadores não ajudaram muito. Só fizeram me confundir com seus sistemas de pensamento baseados em vivências que mais lhe serviram às suas épocas. Eu ainda estava entre as Clínicas e a Consolação e por isto os pensamentos eram de queixa. Eu me queixava de tudo. Eu me queixava de mim mesmo. Tive que enfrentar que, em verdade, os pensadores não pensavam por mim. Teria que pensar sozinho. Teria que sentir sozinho.


Acabei me arrumando quando larguei os tais pensadores na Consolação. Não na deles, na minha. Mas é que de fato Os pensadores não seguiram viagem até o Museu de Arte. Tive que, com meus próprios pensamentos e sentimentos mais profundos, encontrar o lugar na arte que, passado o momento de Consolação, me recepcionou muito bem. Não no Museu, mas na Casa das Rosas.


Mais uma vez, ela sorriu para mim. A arte apresentada era obra prima. Duvida? Procure pela Chama Poética na casa das rosas. Fui recebido com tamanha sinceridade que a Casa das Rosas seria até mesmo capaz de me dizer, sem qualquer vestígio de medo ou temor, quando eu deveria simplesmente me retirar. Sem argumentar ou tentar retornar... apenas me retirar. Se me valesse mais Arte ou mais Sorrisos eu até me retiraria sem argüir.


Mas não era esta a minha vontade. Nem a da Casa.


 


http://ciclodaschamas.blogspot.com/

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Sonhos

"Sonhar não faz parte dos trinta direitos humanos que as Nações Unidas proclamaram no final de 1948. Mas, se não fosse por causa do direito de sonhar e pela água que dele jorra, a maior parte dos direitos morreria de sede."


Eduardo Galeano


Faz algum tempo que ensaio escrever sobre os sonhos. E penso que chegou um momento propício para isto. Esta semana tive a oportunidade de contemplar um sarau do mais alto nível que aconteceu em Ribeirão Preto e contou com a presença de ilustres artistas. Em pouco tempo, me fizeram me sentir em casa e despertaram em mim algo que em verdade diz mais respeito ao quase oposto do despertar. Algo que se compara ao mágico. Este algo que prezo ter o direito não declarado pela ONU de tê-lo comigo todas as noites.


Aliás, o texto acima pode ser encontrado neste endereço, que também posto ao lado. http://www.dhnet.org.br/desejos/sonhos/dsonhar.htm


No entanto, não é sobre os meus sonhos que quero falar. Há algum tempo tenho contato com uma pessoa que sonha. Muito. E claro, eu a contemplo. Muito. Não estou dizendo sobre os sonhos despertos, estes que mais se parecem com sonhos morais do que com a concretude do desejo. Quero falar sobre este último. Antes, permita-me explicar as frases anteriores.


Há muito, bem antes de me inclinar sobre os estudos de tal fenômeno, ouço pessoas dizendo que sonham em ser engenheiros ou advogados, ou sonham em estudar, ou sonham em ser feliz. Claro que todos estes sonhos têm grande potencial de construtibilidade, se me permitem a invenção desta palavra caso não exista. No entanto, todos eles me parecem conter algo de comum quando se trata dO que é socialmente aceito.


Acredito que minha opinião sobre o sonho de ser feliz já foi dada em outro texto (Felicidade foi-se embora) e, por isto, parece ser o jeito mais fácil de explicar o que quero dizer. Os planos de felicidade que construímos socialmente não nos têm deixado opção diferente do Seja feliz. Neste sentido, estes sonhos sempre me soam alegorias da vontade de ser socialmente aceito e não de ser feliz. Isto porque escondem algo do desejo que fora outrora desejado mas não pode mais transparecer em prol de ser visto e aceito por terceiros.


Me desculpe Galeano, mas a continuação do seu texto também segue esta linha de raciocínio. Mas acredito que só foi possível a ele, Galeano, escrever algo de tão verdadeiro como a frase supracitada porque ele sonha durante as noites. E, claro, não me esqueço de repetir que todos os sonhos dele no texto citado têm grande potencial de construtibilidade, esta palavrinha que usei há pouco. Mas é que hoje não estou tão interessado nestes sonhos.


Quero reavivar às pessoas sobre a existência dos sonhos comuns. Estes que temos durante a noite. Alguns dizem não os terem e até acredito que seja mesmo possível. Mas não consigo conter o pesar que sinto por todo aquele que por qualquer motivo tem uma das janelas do desejo fechada. Por sorte, não é a única janela. Mas também não vou me prolongar por este assunto por agora.


Como ia dizendo, tenho tido contato com esta pessoa que sonha muito. Noto sempre o quão importante é cada sonho que ela tem. E que a cada sonho ela reluta em dizer que tudo aquilo que acaba ficando óbvio por si só Não é óbvio, nem sequer existe, nem fez parte do sonho. Claro que faz. Mas é tão custoso admitir que temos algo que não sabemos em nós. Assim, é difícil admitir que aquele sonho foi por ciúme E inveja simultâneas de tal pessoa. Ou que é preciso morrer para recomeçar (em sentido simbólico, claro). Ou que desejávamos mesmo sentir ódio de fulano e que no sonho foi inevitável matá-lo.


Por outro lado, sabemos que temos algo desconhecido em nós. Afinal, é fácil reconhecer que não escolhemos os conteúdos dos nossos sonhos. Portanto, eles só podem acontecer por motivos desconhecidos por nós mesmos. Mesmo assim, é custoso.


Reconheço e respeito as dificuldades de admitir que algo foge em nós mesmos do nosso controle. Mas é que hoje... hoje acordei poeta. E por isto acordei apostando que os sonhos farão o trabalho de nos mostrar que não nos governamos nem a nós mesmos.


E com sorte, poderemos encará-los com a mesma coragem e medo que tem feito esta pessoa que admiro.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Agora nada

Nasci em casa, Cresci em casa, Aprendi a andar em casa, Me alimentei em casa, E tão logo pude alcançar a estrada que fui, Sem olhar para trás nem para a própria estrada, Virei adulto na estrada, Aprendi sobre a vida na estrada, Conheci você antes de partir.


Pena, quis olhar para trás, Vi só estrada, Sonhei com a casa.


Andei o mais rápido que pude, Cheguei em casa, Você esteve lá, Sinto algo, É o cheiro de estar em casa, É seu cheiro, Mas sonhei com a estrada.


Corri para a estrada, sonhando com a casa, E tudo começou a ficar confuso, Não achei você na estrada, Senti saudade do seu cheiro.


Encontrei você em casa, sonhei com a estrada, Ficou mais confuso, Como pode a estrada ser melhor que a casa, Quero descobrir, Saí para a estrada, senti saudades de casa.


Nem em casa nem na estrada me sinto na estrada ou em casa, A estrada porque não tem você, A casa porque não tem a estrada.


Me desfiz de você, A casa perdeu o sentido, A estrada perdeu o sentido.


E agora.

domingo, 10 de agosto de 2008

Querido professor

Venho por meio desta comunicar algo que é deveras importante para nós. Acredito que isto não altere a maneira como o respeito ou como nos relacionamos. Afinal de contas, não tenho um décimo de sua experiência e um centésimo de suas leituras. Mas preciso dizer que não concordo com você. Claro que também preciso dizer que concordo pouco com qualquer outro. É que hoje acordei com especial vocação para não concordar com muito do que você me diz. Não me importa dizer que é a idade, ou que eu tenho muito o que aprender, ou que eu é que não tenho razão. Na minha cabeça, você errou e eu acertei. Não sou obrigado a concordar com você única e tão somente por ser mais velho, ter mais títulos e mais conhecimentos. Nem porque este é seu ofício de anos ou porque esta é sua especialidade. O fato é que vou fazer à minha maneira e dizer as minhas coisas porque assim eu quero. E não me venha com sermões sobre aprendizagem ou qualquer outro. Não concordo e pronto. E assumo! Quero de outra maneira e estou disposto a correr os riscos por discordar de você. Inclusive o risco de quebrar a cara e no final das contas ter que chorar que você tinha razão. Não me importo. Desde que eu possa aprender a caminhar com as minhas pernas, e não as suas. Para mim, suas pernas são mancas. Mesmo que sirvam para você, se fosse me carregar, certamente andaria em outro passo. Por isto, fica decidido que não concordo com seu ponto de vista e vou espalhar o meu por aí. E vejo você quando isto tudo tranqüilizar e possamos conversar sobre isto como se não fosse mais importante. Como se nem precisássemos falar nada por saber que o que aconteceu aconteceu, e que agora não só não tem volta como um dos dois aprendeu algo de novo. E espero fazer isto sem que nunca nos digamos nada sobre este assunto. E que isto possa fortalecer nossos laços por nos tolerarmos como somos.


 


Sinceramente,


Obrigado.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Olha só...

... é assim, tem essa menina, ela é minha ex-namorada e tal, só que de uns tempos para cá ela voltou a falar comigo, e não sei o porquê, você, como psicólogo, pode fazer uma análise e dizer, Não, Como não, você é psicólogo, deveria saber, Mas não sei, Mas olha, ela ficou sabendo provavelmente que eu comentei dela para umas pessoas que provavelmente ela conhece, ela é de cidade pequena onde todo mundo conhece todo mundo, sabe como é, e recentemente conheci duas meninas de lá e falei que tinha uma ex-namorada de lá e disse o nome, e elas provavelmente a conheciam porque é cidade pequena, daí eu sei que ela sabe que eu falei dela, e ela veio falar comigo por internet para dizer desculpas daquela vez que namoramos, Hum, E aí que eu não sei o que ela queria, o que será, Eu acho que ela queria pedir desculpas, Mas isto eu já falei, Eu sei, Então faça uma análise dela e diga o porquê de ela querer pedir desculpas, Não dá, Como não dá, você não estudou para isto, Eu acho que você está fazendo confusão, ela não disse que queria pedir desculpas, Disse, Então é isto, ela queria pedir desculpas, Só isso, Só isso, Mas o que mais, Mais nada, o que você queria que eu dissesse, O porquê de ela querer pedir desculpas, Você tá paquerando sua ex, Talvez, Ah, então é isso, Mais ou menos, eu até acho que seria interessante poder reencontrar e conversar, Então pronto, vai lá e paquera, Mas será que é isto o que ela quer, Como eu vou saber, Ué, você estudou para isto, Vou lá buscar minha bola de cristal, Mas isso não é psicologia, Nem o que você está me pedindo para fazer, nunca vi a moça, Mas, Mas nada, paquera ela e pronto, não é o que você quer, É.


 


 


Agradeço ao Saramago, o primeiro autor que li assiduamente, por ter inventado este estilo que, depois que acostumei, nunca mais consegui largar completamente. Mesmo que este seja oficialmente meu primeiro rascunho neste estilo, minha maneira de pensar e de ler os outros livros que não dele mudaram muito.

sábado, 2 de agosto de 2008

Temos o direito de reclamar?

O artigo anterior contou algumas situações que fazem pensar O que, afinal, esperamos dos eventos da vida. Mesmo que eles não devessem ser surpreendentes por serem apenas a repetição do que sempre ocorreu, parece que estamos fadados a, pelo menos em boa parte das coisas, esperar que o mundo seja como ele não é. E nos queixamos muito disto.


Mas o mundo nos escapa ao controle. E o Leo Wroblewski, autor de um blog que acompanho e que já tem o link logo ao lado, propôs uma pergunta interessante nos comentários do artigo anterior. E se fizéssemos por merecer, fôssemos quem poderíamos supor merecedores de algo, mas não conseguíssemos alcançar o tal merecido... poderíamos reclamar? Teríamos este direito?


Em termos econômicos fica mais fácil. Se eu pago por algo que não recebo a lei garante que é possível recorrer para a devolução do que foi pago ou a exigência do objeto adquirido, seja ele material ou imaterial. Mesmo que as dificuldades para o recebimento variem em cada caso, o que acontece de mais importante para nós neste texto é que a lei garante este direito. Portanto, fica entendido que por uma negociação social, ou pelo menos uma negociação entre os votantes pela existência da lei, podemos reclamar o merecido do ponto de vista econômico. Mas é claro que não é deste merecido que estou falando.


É daquele outro merecido que também podemos encontrar com freqüência nas queixas como Eu sempre fui fiel e ele sempre foi um galinha. Ou Eu fiz desta e daquela maneira e ele me deixou. Ou Eu sou tão bom para ela, mas ela não se importa comigo. Ou Eu fiz este prato de comida com tanto gosto, vontade e dedicação e nem sequer um elogio eu recebo. Ou Sempre ajudei as pessoas, mas quando precisei ninguém me ajudou.


Pois é. Reclamamos disto diariamente. Claro que todas estas frases guardam um bom bocado daquela pergunta título do meu artigo anterior, O que você esperava?, mas existe algo mais nelas. Existe a noção de que estamos certos em nosso ponto de vista, por isto reclamamos. Mas eu nunca vi lei, que em última instância é o que regula o certo e o errado, que diz que se você for uma boa moça deverá se casar com um bom moço ou o moço deverá deixar de ser mau moço. Ou que diz que somos obrigados a elogiar o autor, por assim dizer, da obra de arte que ficou a nossa janta. Além de não ser possível regulamentar este tipo de situação por sua grande freqüência e baixa acessibilidade dos meios de controle, acredito que estas leis não existam por ainda mais um motivo. É impossível regulamentar o que desejamos. Explico.


Assim como o que acontece no mundo foge ao nosso controle, o que acontece com as nossas vontades também foge. Além disto, aproveito para relembrar mais uma vez do Calligaris. Em seu texto Liberdade para o quê?, colocado no fim deste artigo, ele diz que relacionamentos amoros têm mais a ver com encontro do que com escolha. Ainda não expliquei nada. Mas semeei o que quero dizer. Passo a explicar.


Relacionamento amoroso envolve desejo. Não só o desejo sexual ou desejo de ter vontade, mas outros tipos de desejo. Que nem desejo de chocolate, que se fosse só vontade daríamos o mesmo nome. E também por isto é que não é só questão de escolha, mas encontro. O chocolate B não serve quando desejamos o A. E só podemos desejar A porque encontramos nele algo de especial. Assim, adoramos ver nosso parceiro dormindo simplesmente porque é linda a posição que ele fica, ou amamos ver o outro bocejar porque ele fica com aquela carinha tão lindinha. Acho que Drummond é muito melhor do que eu. Agradeço à Raíssa por este oportuno artigo.


http://quiproquos.blogspot.com/2008/06/namorados.html


E por que gostamos disto? Por que temos estes desejos, não só o físico e o sexual? São perguntas que sempre que alguém se aventura a responder acaba sendo reconhecido como poeta enquanto é um verdadeiro cientista do desejo. Mas é fácil reconhecer que estes desejos vêm de onde não sabemos e apontam para coisas que tampouco sabemos porque tomaram tal direção. Mesmo os poetas concordam com isto. Assim, fica explicado que também nossas vontades fogem ao nosso controle. Regulamentar que boa moça devesse casar apenas com bom moço mata qualquer possibilidade de a moça desejar, buscar ou encontrar o moço que ela quiser ou não quiser, já que é fora de controle, seja ele bom ou mau.


E parece ser este um dos fundamentos de nossa reclamação. Além de expor algo que desejávamos e que se produz a cada vez que falamos, voltando a citar Calligaris no texto Amores silenciosos que está abaixo, ela, a reclamação, ainda mostra o descontentamento que temos frente à nossa ausência de controle sobre a realidade. Tanto a interna quanto à externa.


Coitados destes nossos pensamentos que se julgam sabedores morais das regras universais e que tentam controlar o mundo à sua maneira. Não fazem mais do que aquilo que são capazes, que é pensar. E neste caso, como não controlaram nada, pensam reclamações. Reclamam porque não têm outra opção. Reclamam porque é melhor para eles do que admitirem que o mundo não quis ser como eles queriam fosse. Portanto eles foram, os pensamentos, incapazes de mudar o mundo. Só posso dizer que reclamar fora dos limites da economia não é uma questão de direito, por isto não é regulamentado pela lei.


Quando fazemos por merecer e não temos o merecido, ou dito de outra forma Quando nos julgamos certos  merecedores e o mundo não quer o mesmo que nós... temos o direito de reclamar?


Oras, temos a falta de opção de reclamar. A reclamação, sendo resultado da frustração de nossos desejos mais íntimos, só pode guardar a mesma característica de ser extraordinariamente fora de nosso controle.


 


 


P.S.: Links


Leo Wroblewski http://leowroblewski.wordpress.com/


Raíssa* http://quiproquos.blogspot.com/


Liberdade para o quê? http://www.verdestrigos.org/sitenovo/site/cronica_ver.asp?id=1464


Amores Silenciosos http://contardocalligaris.blogspot.com/2008/06/amores-silenciosos.html

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

O que você esperava?


Quando nos conhecemos, ela estava namorando um outro rapaz. Aos poucos nos apaixonamos. Começamos a ficar porque eles estavam brigando muito. Só terminaram umas duas semanas depois que ficamos a primeira vez. Hoje terminamos nosso namoro. Ela estava ficando com outro rapaz.



 
Por que você nunca prestou atenção em mim! É por isto que quero terminar. ... Mas o que você diz não condiz com o os seus atos! ... Não tenho mais motivos para confiar em você. Adeus! ... Estes anos todos você poderia olhar para mim e reconhecer o que sou. ... Como você não consegue? Teria que conseguir!

 
Noooossa! Que menina linda! Olha o tanto de homem que tem em volta dela!!! Vou lá falar com ela.

...

Por que você sempre sai e fica um monte de homem em volta de você? Precisa parar com isto! ... Claro que a culpa é sua! Olha como você se veste, e o jeito que fala com eles!

 
Não dá. Não... Hoje não.  ... Ah! Porque é complicado. Não... Deixa pra mais pra frente.

...

Melhor não. ... Claro que quero, mas é que hoje não pode. Preciso ir, beijo.

...

Mas desta vez quase deu. Prometo que da próxima vai dar. ... Não é por causa do meu ex. ... Sei não. ... Você está livre na quarta? ... Ah, é. Você trabalha.

...

Como não? Não vá me dizer que não! Justo agora que eu me esforcei tanto. O que aconteceu?

 
Sempre gostei de namorar. Já tive namoros de dias, meses e anos. Mas agora resolvi ser galinha! Não agüento mais essa vidinha certinha.

...

Ai! Por que eu fiz isto? Perdi o amor da minha vida! Tudo culpa desta promessa de não namorar. Maldita culpa! Quando vou me livrar dela?

 

O que esperamos do mundo?