Para Cisco
Lugar novo. Onde será que é o banheiro? Ahá! Achei. Bem ali. Melhor ir agora antes que alguma coisa ou força maior impeça que eu faça isto mais tarde. Com licença, com licença. Cuidado com um pé. Outro. Cheguei!
..., mas ele era isto mesmo: peculiar. Tinha assim um jeito cambaleante e magro, além de alto e se vestia quase muito bem. O que não combinava era aquele cinto brega de caubói. O que se pode fazer, afinal? Ribeirãopretano, apesar de um povo bonito, se veste muito mal. Foi nesta cidade que ele cresceu.
E esta lição é a que encerra as Cinco lições de psicanálise, texto de autoria freudiana. Pois bem, Freud retoma a quarta lição no que tange as teorias da sexualidade, mais especificamente a sexualidade infantil, e diz que o adoecimento acontece quando falta a satisfação das necessidades sexuais, seja por obstáculos externos ou por ausência de adaptação interna. Se lembrarmos as lições anteriores e entendermos que estas necessidades não satisfeitas serão reprimidas, entenderemos que os sintomas mórbidos contém ou certa parcela de sua atividade sexual ou ela inteira, sendo uma maneira de satisfação substitutiva. Duas coisas acontecem: o ego se recusa a desfazer a repressão que o fez esquivar da disposição originária e o instinto sexual não renuncia essa satisfação substitutiva. E assim será enquanto houver dúvida de que a realidade pode oferecer algo melhor.
Enfim, falemos sobre sexualidade.
Na quarta lição, Freud nos diz de início que a grande maioria daquilo que é reprimido é de ordem sexual. Repressão é um termo que ficou melhor explicado na segunda lição, mas faço curto lembrete. Ela é a força que faz com que algo saia da consciência. Pois bem, a quarta lição conta-nos logo de partida que o conteúdo do que é reprimido é na quase totalidade dos casos a sexualidade. Por quê não outras excitações mentais poderiam ser alvo de repressão?