terça-feira, 20 de outubro de 2009

A Observação de Bebês numa Situação Padronizada

Winnicott, psicanalista inglês, ocupa importante espaço na moderna compreensão brasileira de ser humano. Um de seus livros, que é, na verdade, uma coleção e seleção de textos dele, é o "Da pediatria à psicanálise". Este traz, de maneira bem organizada, o pensamento do referido autor ao longo de sua formação enquanto psicanalista. O que apresento aqui é um apanhado de cinco textos de dentro deste livro que contém bases para o entendimento da obra de Winnicott. De maneira muitíssimo concisa e rápida.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Maluquices Apaixonantes



Entrei no bar e logo vi o sujeito com camiseta da seleção brasileira. Era dia de jogo de futebol e este cara estava ali do lado de fora. Jogava bola sozinho no meio da rua e passava a impressão de ser contratado pelo bar para atrair clientela. Nem pense em mostrar cartão vermelho para ele que ele xinga o juíz e apronta maior bafafá, alguém me sussurrou quando viu que eu olhava para ele fixamente. E na seqüência disse que Ele era um louco que cada vez que tinha jogo da seleção ele ia para um bar e fazia exatamente aquilo. Detalhe: nunca falava. Mas todos o compreendiam.

domingo, 6 de setembro de 2009

Sabe qual o problema...



... de escrever sobre sentimentos? É que quem escreve ou fala muito sobre eles tem, por conseguinte, enorme dificuldade de colocá-lo para dentro depois. Fica tudo de fora. Dentro, nada.

Vale a pena nem tê-lo pensado. Tê-lo apenas vivido.

Tipo um pensamento qualquer, que naquela hora parece muito importante. Mas logo depois, ele vai embora. Não volta nunca mais.

Eis o problema. Bem agora, que falo dos meus sentimentos, eles nunca mais serão meus. Estão fora.

Talvez tivesse sido melhor apenas tê-lo deixado ir embora.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Peculiar é uma palavra engraçada...

..., mas ele era isto mesmo: peculiar. Tinha assim um jeito cambaleante e magro, além de alto e se vestia quase muito bem. O que não combinava era aquele cinto brega de caubói. O que se pode fazer, afinal? Ribeirãopretano, apesar de um povo bonito, se veste muito mal. Foi nesta cidade que ele cresceu.


domingo, 21 de junho de 2009

Quinta Lição

E esta lição é a que encerra as Cinco lições de psicanálise, texto de autoria freudiana. Pois bem, Freud retoma a quarta lição no que tange as teorias da sexualidade, mais especificamente a sexualidade infantil, e diz que o adoecimento acontece quando falta a satisfação das necessidades sexuais, seja por obstáculos externos ou por ausência de adaptação interna. Se lembrarmos as lições anteriores e entendermos que estas necessidades não satisfeitas serão reprimidas, entenderemos que os sintomas mórbidos contém ou certa parcela de sua atividade sexual ou ela inteira, sendo uma maneira de satisfação substitutiva. Duas coisas acontecem: o ego se recusa a desfazer a repressão que o fez esquivar da disposição originária e o instinto sexual não renuncia essa satisfação substitutiva. E assim será enquanto houver dúvida de que a realidade pode oferecer algo melhor.


domingo, 7 de junho de 2009

Quarta Lição

Enfim, falemos sobre sexualidade.


Na quarta lição, Freud nos diz de início que a grande maioria daquilo que é reprimido é de ordem sexual. Repressão é um termo que ficou melhor explicado na segunda lição, mas faço curto lembrete. Ela é a força que faz com que algo saia da consciência. Pois bem, a quarta lição conta-nos logo de partida que o conteúdo do que é reprimido é na quase totalidade dos casos a sexualidade. Por quê não outras excitações mentais poderiam ser alvo de repressão?


segunda-feira, 1 de junho de 2009

Terceira Lição

Não bastasse a segunda lição com inúmeros conceitos, a terceira vem e introduz mais um sem número de novas idéias. Por este motivo, o presente resumo não pretende ser suficiente para esgotar a lição que contém uma virada importante na teoria freudiana. Que é a passagem da análise de histéricos para a análise da vida comum, cotidiana.