domingo, 21 de junho de 2009

Quinta Lição

E esta lição é a que encerra as Cinco lições de psicanálise, texto de autoria freudiana. Pois bem, Freud retoma a quarta lição no que tange as teorias da sexualidade, mais especificamente a sexualidade infantil, e diz que o adoecimento acontece quando falta a satisfação das necessidades sexuais, seja por obstáculos externos ou por ausência de adaptação interna. Se lembrarmos as lições anteriores e entendermos que estas necessidades não satisfeitas serão reprimidas, entenderemos que os sintomas mórbidos contém ou certa parcela de sua atividade sexual ou ela inteira, sendo uma maneira de satisfação substitutiva. Duas coisas acontecem: o ego se recusa a desfazer a repressão que o fez esquivar da disposição originária e o instinto sexual não renuncia essa satisfação substitutiva. E assim será enquanto houver dúvida de que a realidade pode oferecer algo melhor.


domingo, 7 de junho de 2009

Quarta Lição

Enfim, falemos sobre sexualidade.


Na quarta lição, Freud nos diz de início que a grande maioria daquilo que é reprimido é de ordem sexual. Repressão é um termo que ficou melhor explicado na segunda lição, mas faço curto lembrete. Ela é a força que faz com que algo saia da consciência. Pois bem, a quarta lição conta-nos logo de partida que o conteúdo do que é reprimido é na quase totalidade dos casos a sexualidade. Por quê não outras excitações mentais poderiam ser alvo de repressão?


segunda-feira, 1 de junho de 2009

Terceira Lição

Não bastasse a segunda lição com inúmeros conceitos, a terceira vem e introduz mais um sem número de novas idéias. Por este motivo, o presente resumo não pretende ser suficiente para esgotar a lição que contém uma virada importante na teoria freudiana. Que é a passagem da análise de histéricos para a análise da vida comum, cotidiana.


domingo, 24 de maio de 2009

Segunda lição

São poucas as páginas que compõem a segunda lição de Freud. No entanto, são por demais densas e produtivas de profundos pensamentos no que tange o entendimento do ser humano. Nestas páginas, Freud nos mostra como se diferenciou de Charcot, que não tinha propensão para pensamentos psicológicos, e Janet. Do primeiro, divergiu por estar definitivamente preocupado com os processos psíquicos que originavam a histeria. Do segundo, divergiu quanto ao caráter degenerativo do sistema nervoso que Janet atribuía as histéricas.


domingo, 17 de maio de 2009

Primeira Lição

Freud tem, no volume XI de suas obras completas (Edição Stardard Brasileira), uma série de cinco conferências publicadas chamadas Cinco Lições de Psicanálise. Nestas lições, ele comenta sobre como a psicanálise foi descoberta e desenvolvida.


segunda-feira, 30 de março de 2009

E se todos os dias...

Inspirado pelo filme
"Groundhog day"

 


... fossem 25 de dezembro? E se eu acordasse de novo naquele mesmo dia em que lhe conheci? Se eu lhe dissesse que vivo eternamente no dia 25, que faria?


Meu único lamento seria você não se lembrar do 25 anterior. Mas eu veria seus olhos se apaixonarem pelos meus com a mesma sinceridade de todos os outros dias. Não se apaixonaria de novo, mas sim pela primeira vez todos os dias. Eu me apaixonaria pela primeira vez continuamente, porque seria inútil eu usar a mesma paixão antiga e gasta contra a autenticidade da descoberta. Naquele dia você diria sempre que nunca deixou de me querer. Lembra?


Redescobriríamos o amor a cada dia pela primeira vez. Mesmo que a levasse a novos lugares. Fizesse coisas diferentes.


Todos os dias seriam o primeiro. E todos os outros se tornariam em 25.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Questão de Direito

Em homenagem ao sarau Eleituras.


 


Soubera de um certo sarau temático sobre Os sete pecados capitais. Comecei, então, a procurar por eles em vias de poder relatar a experiência. De início, a gula se fez clara pela falta de um "r" comido de Releituras. Pobre "r"... não bastasse a nova gramática, faltaram ao guloso escrúpulos em comê-lo.


Como ainda outros "rr" existem por aí, resolveram se vingar. Utilizaram-se de toda a ira que possa dispor a uma letra, ou grupo de letras, e organizaram um multirão. Atacaram o Rio de Janeiro. Pórrrta. Pôrrrteira. Pôrrrtão. Nas ruas foi um alvoroço. Porrra bródi, tu tinha qui vê a galiera puxando o érrre. Como não se controlaram, o invejoso "s" mostrou para o que veio. Exxtava na exxquina da exxcola exxperando o ônibuxx. Ira e inveja em um só parágrafo, na mais pura ganância ou avareza que um parágrafo pode ter.


Já que citei a nova gramática, gostaria de lembrar que neste últimos tempos cometeram um dos maiores atos de luxúria já vistos em uma língua. É que misturaram em um só quarto todos os idiomas portugueses a fim de tirar um filhote em comum. Eu, que não sou dado a orgias com este fim e propósito, fiquei de fora, com modos antigos, a escrever tremas e acentos diferenciais puramente morais, mas necessários, no meu entendimento. Chamem de vaidade se quiserem.


Para a preguiça, pensei mesmo em dizer sobre a falta de vontade literária de nosso querido Brasil. Mas, talvez por preguiça, julguei não ser o caso para tanto. Preferi escrever algo mais leve. Sobre a preguiça aparente ao tratarmos determidados assuntos como corrupção, assassinato ou desigualdade social. Mesmo os pecados capitais, que de início eram oito, mudam ao longo dos anos. Impomo-nos regras morais em número de sete sendo que as maiores atrocidades da humanidade são perpassadas por questões para além dos pecados. Estas questões nunca mudaram.


Não é pecado capital matar. Nem roubar. Ou mentir. Não é direito humano sonhar, nem surtar, se distrair. Não é pecado a impunidade. Nem direito a criatividade.


Questão de justiça: o que é pecado e o que é direito?


Se eu fosse letras, se pudesse me dar ao luxo de escolher-me a mim para gritar algo para o mundo, escolheria a frase: O mundo está ao contrário!