sábado, 19 de junho de 2010
José para uns, Saramago para outros
A notícia já é sabida. Aos ventos, repetida.
José Saramago morreu aos 87 anos neste 2010. Quando imaginei que havia lido muitas obras dele, seis no total, descobri que nem cheguei perto da metade do que ele publicou. Nem um quarto. Evitei fazer contas de qual fração eu li do que ele sequer publicou, mas escreveu.
Notório é seu estilo único de frases longas, vírgulas e letras maiúsculas para diálogos que foi por mim copiado em muitos textos. Vestibulares, concursos, redações particulares, em meu site e até mesmo em pequenos escritos de celular e recados em pedaços de papel. Meras cópias estilísticas daquilo que tive inveja de não ser criador.
Não tenho talento para escrever melhor do que já nos escreveu Drummond. Nem que o próprio Saramago ao escrever um seu "agora, josé". Fico aqui com a promessa de que muito ainda lhe homenagearei, direta e indiretamente.
Obrigado, José. Obrigado, Saramago.
terça-feira, 6 de abril de 2010
Vamos...
Para Adriana
Com amor.
... celebrar!
Celebremos a sobrevivência por sobre as mazelas da vida. Comemoremos todos juntos as belas razões que ainda nos restam para sobrepujarmos as infelicidades.
Também comemoremos todas as infelicidades que nos tornam maiores, ao fim de tudo. Todas as que pudemos superar.
E mesmo quando não se superam, comemoremos que, apesar delas, continuamos vivos.
É que somente vivos podemos sentir e respirar e compartilhar e espalhar e ser e transpirar e emanar e receber e devolver aquilo que de mais sincero pode acontecer entre dois viventes: o amor.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Megalomania
Para Cisco
Lugar novo. Onde será que é o banheiro? Ahá! Achei. Bem ali. Melhor ir agora antes que alguma coisa ou força maior impeça que eu faça isto mais tarde. Com licença, com licença. Cuidado com um pé. Outro. Cheguei!
terça-feira, 20 de outubro de 2009
A Observação de Bebês numa Situação Padronizada
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Maluquices Apaixonantes
Entrei no bar e logo vi o sujeito com camiseta da seleção brasileira. Era dia de jogo de futebol e este cara estava ali do lado de fora. Jogava bola sozinho no meio da rua e passava a impressão de ser contratado pelo bar para atrair clientela. Nem pense em mostrar cartão vermelho para ele que ele xinga o juíz e apronta maior bafafá, alguém me sussurrou quando viu que eu olhava para ele fixamente. E na seqüência disse que Ele era um louco que cada vez que tinha jogo da seleção ele ia para um bar e fazia exatamente aquilo. Detalhe: nunca falava. Mas todos o compreendiam.
domingo, 6 de setembro de 2009
Sabe qual o problema...
... de escrever sobre sentimentos? É que quem escreve ou fala muito sobre eles tem, por conseguinte, enorme dificuldade de colocá-lo para dentro depois. Fica tudo de fora. Dentro, nada.
Vale a pena nem tê-lo pensado. Tê-lo apenas vivido.
Tipo um pensamento qualquer, que naquela hora parece muito importante. Mas logo depois, ele vai embora. Não volta nunca mais.
Eis o problema. Bem agora, que falo dos meus sentimentos, eles nunca mais serão meus. Estão fora.
Talvez tivesse sido melhor apenas tê-lo deixado ir embora.