A notícia já é sabida. Aos ventos, repetida.
José Saramago morreu aos 87 anos neste 2010. Quando imaginei que havia lido muitas obras dele, seis no total, descobri que nem cheguei perto da metade do que ele publicou. Nem um quarto. Evitei fazer contas de qual fração eu li do que ele sequer publicou, mas escreveu.
Notório é seu estilo único de frases longas, vírgulas e letras maiúsculas para diálogos que foi por mim copiado em muitos textos. Vestibulares, concursos, redações particulares, em meu site e até mesmo em pequenos escritos de celular e recados em pedaços de papel. Meras cópias estilísticas daquilo que tive inveja de não ser criador.
Não tenho talento para escrever melhor do que já nos escreveu Drummond. Nem que o próprio Saramago ao escrever um seu "agora, josé". Fico aqui com a promessa de que muito ainda lhe homenagearei, direta e indiretamente.
Obrigado, José. Obrigado, Saramago.