O artigo desta quinta, 26/06/2008, do Calligaris para a Folha de São Paulo foi uma das coisas mais bonitas que eu já li. Mesmo que eu ainda o esteja digerindo e embora eu ainda não tenha certeza se concordo plenamente com o ponto de vista dele, pelo menos foi algo que me deixou pensando muito. Certamente ele tem razão e acredito que eu não tenha concordado precisamente por estar passando por um momento que o artigo descreve tão bem e que me é estranho, até então. O link posto assim que achar o texto online. Resolvi escrever sobre uma amiga que aos poucos foi se tornando uma grande amiga e que reservo muita consideração.
O artigo lido me trouxe muitas memórias importantes sobre mim. Entre elas, me fez pensar em outros textos do mesmo autor. Um em especial fala sobre internet (não me lembro a data de publicação nem o título) e diz que ela, a internet, possibilita que compartilhemos fantasias que antes seriam impossíveis de ser compartilhadas.
Fato. Esta é uma amiga que conheci virutalmente por conta de uma viagem que fiz. Depois, começamos a conversar por compartilhar um gosto musical similar. Aos poucos, construímos outros tipos de relação, ainda virtualmente. Até nos conhecermos pessoalmente. E passamos a compartilhar conversas sobre momentos importantes que aconteceram conosco quando ainda nem nos conhecíamos e quase ao mesmo tempo.
Afora as tragédias que a internet pode trazer (será que é mesmo ela quem traz?), também tem lá suas vantagens. Mas voltemos a esta amiga novamente. Acredite se quiser, isto tudo me fez lembrar outro texto do mesmo autor. Este sim sei aonde consigo o link. Posto-o ao lado (Um (discutível) conselho para casais). É certo que não somos um casal, não no sentido de namorados. O mais importante é que pude me tornar amigo dela a ponto de, concordando com Calligaris, amar com o projeto de ser transformado pelo que ela espera de mim. Em verdade, me transfomei mesmo.
Espero que todos, algum dia, encontrem alguém assim. Que não seja necessário se subjulgar ao outro, mas que seja capaz de compartilhar bandas, gostos que antes não era possível gostar... passar a tolerar O segredo (livro), horóscopo, bebidas e até outros amigos. Cada uma destas coisas ela esperou que eu gostasse, que eu aproveitasse ou que eu fosse daquela maneira. Pude aproveitar muitas delas.
Com sorte, percebi que tenho alguns outros amigos como ela.
Agora estou ouvindo Stereophonics. Gracias, mi amiga!