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sexta-feira, 18 de julho de 2008

Você acredita em amor à primeira vista?

Ainda bem que esta é uma pergunta de duplo sentido.


A palavra Acredita, nesta frase, devido à sua falta de complementos lança mão para uma dupla interpretação que é pouco explorada. Tanto pode querer perguntar se você acredita que exista, a exemplo de  perguntas como Acredita em ET, como pode querer perguntar se você acredita que ele possa vingar, guardando este segundo sentido a idéia de que ele já aconteceu e a pergunta passa a ser se Acredita que este amor tenha futuro. Veja que a omissão é simples mas oportuna. A omissão de que falo é do que viria depois de Acredita, que pode ser tanto Que exista como Que tenha futuro. Como ainda não sei se me fiz claro, vou dar um outro exemplo da segunda omissão, já que é o sentido menos comum. O antigo casal de ex-namorados volta a namorar e alguém pergunta Você acredita que agora vá dar certo. Ou omitindo partes Você acredita neste namoro. Você acredita Neste amor à primeira vista?


Sim e não são respostas que comumente designam a crença na possibilidade de ele existir. Mas a resposta que tem me inquietado demais é aquela que deixa as conversas no limbo, que faz com que a dúvida possa servir tanto para não assumirmos qualquer responsabilidade quanto para nos movimentar para outras possibilidades... é o Talvez.


Talvez é freqüentemente entendida como a resposta mais humana em contraponto ao sim ou não do computador, do um ou zero, bom ou mau, certo ou errado. E notar que pode ser uma resposta tanto paralizadora quanto movimentadora deixa o Talvez tão divido quanto o sim e o não. Se eu digo que Talvez eu acredite e não quero conversar sobre isto soa deveras paralizador quando os atos subseqüentes não contradizem a fala. Mas quando se diz, em tom mais animado, Talvez eu acredite, a fala pode soar quase como a colocação de teste sobre a crença na possibilidade de dar certo. É este segundo Talvez que tem me interessado mais.


Não que o primeiro não tenha sua importância, que sem sombra de dúvida o tem. Mas é que o segundo Talvez nos faz esquecer aquele primeiro sentido da pergunta que soa quase como se Acreditamos em ET. É mais ou menos assim Se os ET existem ou não pouco me importa, mas se vierem estarei pronto para recebê-los. Claro que com um pouco de mau jeito e falta de habilidade no começo, mas aos poucos vamos nos ajustando. Agora estou falando do amor, não dos ET.


Portanto, fica aqui a minha opinião. Se eu acredito em amor à primeira vista?! Ah... por que não nos preocupamos com coisas mais interessantes como Devo apostar Neste amor, à primeira vista ou não, tão intenso e vívido? Esta sim deveria ser a verdadeira pergunta.