sexta-feira, 29 de agosto de 2008

A Casa das Rosas...

... me deu um sorriso e me fez um convite tentador. Sinceramente, o sorriso era mais tentador do que o convite, mas como o convite me valia outro sorriso resolvi aceitar. Eu estava nas Clínicas quando entrei no metrô. Junto comigo alguém lia Os pensadores.


Entre Clínicas e Consolação os tais pensadores não ajudaram muito. Só fizeram me confundir com seus sistemas de pensamento baseados em vivências que mais lhe serviram às suas épocas. Eu ainda estava entre as Clínicas e a Consolação e por isto os pensamentos eram de queixa. Eu me queixava de tudo. Eu me queixava de mim mesmo. Tive que enfrentar que, em verdade, os pensadores não pensavam por mim. Teria que pensar sozinho. Teria que sentir sozinho.


Acabei me arrumando quando larguei os tais pensadores na Consolação. Não na deles, na minha. Mas é que de fato Os pensadores não seguiram viagem até o Museu de Arte. Tive que, com meus próprios pensamentos e sentimentos mais profundos, encontrar o lugar na arte que, passado o momento de Consolação, me recepcionou muito bem. Não no Museu, mas na Casa das Rosas.


Mais uma vez, ela sorriu para mim. A arte apresentada era obra prima. Duvida? Procure pela Chama Poética na casa das rosas. Fui recebido com tamanha sinceridade que a Casa das Rosas seria até mesmo capaz de me dizer, sem qualquer vestígio de medo ou temor, quando eu deveria simplesmente me retirar. Sem argumentar ou tentar retornar... apenas me retirar. Se me valesse mais Arte ou mais Sorrisos eu até me retiraria sem argüir.


Mas não era esta a minha vontade. Nem a da Casa.


 


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